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A Mesquita-Catedral de Córdoba é a máxima representação da grandeza da dinastia Omíada, sendo considerada por muitos especialistas como o melhor exemplo da influência muçulmana em Espanha. Desde 1984, é Património da Humanidade declarado pela UNESCO.
Esta arquitetura mantém-se ainda de pé, após 1000 anos, graças à construção da catedral, sendo um iícone de Córdoba, aquela que foi a cidade mais importante de toda a Europa Ocidental.
Em 756, Abd al-Rahman I (último descendente vivo da dinastia omíada) fundou o Emirado independente de Córdoba, proclamando-se Emir e fundando uma entidade política independente do califado abássida de Bagdade. Após isso, unificou praticamente toda a península sob o seu mandato e converteu Córdoba na capital mais importante do mundo conhecido.
Naquele momento, a cidade de Córdoba contava com todos os recursos e infraestruturas de uma urbe em auge, além de estar numa bacia muito fértil nas margens do rio Guadalquivir. Em 929, quando se proclama o Califado de Córdoba, a cidade atingiu o seu auge com meio milhão de habitantes.
Segundo os registos da época, a construção da Mesquita de Córdoba inicia-se em 784. Foi construída sobre o que anteriormente tinha sido a Basílica de São Vicente Mártir. Ao que parece, Abd al-Rahman I chegou a um acordo com os cristãos da cidade para partilhar o espaço sob um sistema de horários. Até à conquista dos reinos cristãos, a Mesquita sofreu diferentes transformações e ampliações até se tornar a segunda mesquita maior do mundo, apenas atrás da de Meca. Em 1238, após a conquista castelhana, é consagrada como catedral cristã.
A Mesquita originalmente possuía um tamanho mais reduzido do que aquele que podemos apreciar na atualidade, as ampliações de época cristã e mais recentes transformaram principalmente o seu entorno.
A Mesquita de Córdoba era composta por duas zonas diferenciadas apreciáveis na atualidade. Por um lado, o atual pátio das laranjeiras (antigo pátio de abluções califal ou shan), no qual se situava o alminar (atualmente sob a torre campanário renascentista). Por outro lado, a sala de oração ou haram (interior), que se destaca por ser um verdadeiro “bosque” de colunas e arcos coloridos.
Uma das grandes peculiaridades desta mesquita é que está orientada para sul, enquanto Meca (lugar para o qual os muçulmanos devem dirigir as suas orações) se encontra para sudeste. Esta particularidade foi apreciada noutras mesquitas peninsulares e de Marrocos.
Durante o governo do emir Hisham I foi construído um primeiro alminar, que foi derrubado e reconstruído por Abd al-Rahman III. Naquele momento, esta construção cuja função era a de chamar a população muçulmana à oração, chegou a atingir os 47 metros de altura.
Com a conquista castelhana e a conversão da mesquita em catedral cristã, o alminar passa a ser a Torre do Campanário. Os restos da construção muçulmana acredita-se que ficaram embutidos na torre cristã, embora se conservem diferentes desenhos da época que recriam como foi o imponente alminar de Abd al-Rahman III.
Da impressionante Torre do Campanário destaca-se a lanterna (parte mais alta) coroada com uma cúpula, onde se encontra uma grande escultura do arcanjo Rafael.
O pátio das laranjeiras era originalmente o que se conhece como pátio de abluções, um espaço no qual os fiéis se limpavam ou lavavam (ablução) antes de entrar no interior da mesquita para rezar. Também era um lugar de grande importância social, onde se ensinava o Corão ou se realizavam julgamentos. Por sua vez, o pátio ou shan é um espaço que representa “o paraíso” na terra.
Com a conquista castelhana este lugar perde o seu propósito inicial e passa a ser um jardim principal. O elemento mais representativo atualmente, as laranjeiras, seriam plantadas em torno do século XVI.
Provavelmente uma das questões que mais chama a atenção da Mesquita-Catedral de Córdoba é o denominado “bosque de colunas” do seu interior. Assim que entramos, a visão que se nos apresenta é a de uma sucessão contínua de colunas e arcos coloridos uns atrás dos outros. No total, este “bosque de colunas” é composto por 1300 colunas de mármore, granito e jaspe sobre os quais se apoiam 365 arcos de ferradura coloridos.
Como curiosidade, boa parte destas colunas não foram construídas especificamente para a Mesquita. Nem sequer datam da época andaluza, pois foram realmente extraídas de alguns dos pontos com vestígios romanos de Córdoba ou inclusive de edificações da época visigoda.
A maior parte do interior da Mesquita de Córdoba estava e está ocupada por aquilo que era o haram, a grande sala onde os fiéis se reuniam para rezar. O haram da mesquita de Córdoba foi modificado entre os séculos VIII e X, ampliando-se continuamente perante o crescimento da população de Córdoba, que demandava mais espaço para rezar. Abd al-Rahman I, Abd al-Rahman II e al-Hakam realizaram as principais ampliações do recinto.
Após a conquista castelhana de Córdoba começa um período de transformações na Mesquita que acabaria com o haram e a sua utilidade. Em 1236, Fernando III de Castela converteu a mesquita em Catedral e consagrou-a à Virgem Maria. Apesar de os usos terem mudado, a arquitetura não sofreu uma transformação de importância.
Sem dúvida alguma, os arcos da Mesquita de Córdoba são os grandes ícones deste monumento. Tanto de volta inteira como de ferradura, estes elementos arquitetónicos, juntamente com as colunas, permitem que a Mesquita de Córdoba ocupe tais dimensões.
Os arcos do interior encontram-se sobrepostos, sendo o de ferradura aquele que se situa sob o de volta inteira. Em ambos os casos, os materiais utilizados para a sua construção foram a pedra calcária e o tijolo vermelho. No total, são 365 os arcos que compõem a Mesquita de Córdoba, sendo estes um dos símbolos da mesma.
O muro da quibla é um dos elementos mais interessantes da Mesquita de Córdoba. É o lugar para onde olham os fiéis enquanto rezam, o ponto que marca a orientação e onde se encontra o mihrab, um espaço em forma de nicho semicircular que deve estar orientado para Meca.
Uma das curiosidades mais interessantes da quibla é que “não está orientada para Meca”. Supostamente, a orientação inspirou-se nos planos originais da cidade, pelo qual os arquitetos decidiram seguir com a mesma orientação.
Por sua vez, o mihrab é o lugar mais sagrado da mesquita, tem forma de planta heptagonal e cobre-se por uma abóbada octogonal. A portada está engalanada por um arco de ferradura ultrapassado com uma decoração espetacular de mosaicos com formas geométricas e de vegetais que citam alguns versículos do Corão.
Com a conquista castelhana de Córdoba, a Mesquita deixa de ser usada para o culto muçulmano. Fernando III de Castela converteu o recinto em Catedral e consagrou-o à Virgem Maria. Durante um primeiro momento não se realizaram transformações na arquitetura do monumento, as grandes alterações tiveram lugar entre os séculos XVI e XVIII.
A maior transformação teve lugar ao longo do século XVI, quando se levantou uma grande nave cristã no meio da Mesquita, conformando uma nova Capela-Mor sob os parâmetros renascentistas. Para que se pudesse realizar esta construção, o imperador Carlos V teve de interceder perante a rejeição do concelho municipal de Córdoba, que não aceitava a intenção do bispo Alonso Manrique. Neste mesmo século construir-se-iam, além de diversas capelas, o retábulo maneirista da capela-mor desenhado por Alonso Matías.
O coro levantar-se-ia um século mais tarde. O conjunto foi realizado por Pedro Duque Cornejo entre os anos de 1748 e 1757 e o seu material principal é a madeira de mogno. Destaca-se acima de tudo a representação da Ascensão de Jesus que o remata.
Para poder visitar esta espetacular joia cordobesa é necessário que compre os seus bilhetes com dias de antecedência, dado que é um dos recintos mais emblemáticos da cidade andaluza e património da humanidade perante a UNESCO.
Não fique sem conhecer este impressionante lugar único no mundo, dê um passeio pela primeira mesquita construída pelo primeiro emir de Al-Andalus e viaje para séculos e séculos de história.
Na época alta, é quase impossível ter acesso a este monumento, devido a ser um dos sítios que os turistas, tanto espanhóis como estrangeiros, mais querem visitar. Assim, se quiser ter o seu lugar seguro no tour, não hesite em comprar bilhetes para a Mesquita de Córdoba pela internet com antecedência, onde poderá selecionar o bilhete simples ou adquirir bilhetes para o espetáculo Alma de Córdoba.
A Mesquita-Catedral está aberta todos os dias num horário compreendido entre as 10h e as 18h (19h nos meses de março a outubro). Aos domingos e feriados, o horário é das 8h30 às 11h30 e das 15h às 18h.
Se deseja visitar a Mesquita de Córdoba e a Torre Campanário, tenha em conta que esta última tem um horário diferente. Permite-se o acesso a cada 30 minutos, das 9h30 às 13h30 e das 16h às 17h30.
Se quiser assistir à missa, os horários são de segunda a sábado às 9h30, e aos domingos às 12h e às 13h30.
Aceptamos
A Bibi A&B S.L. foi beneficiária do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, cujo objetivo é melhorar a utilização e a qualidade das tecnologias da informação e das comunicações, bem como o acesso às mesmas, e graças ao qual desenvolveu um site corporativo para melhorar a competitividade e a produtividade da empresa. Esta ação teve lugar em janeiro de 2021. Para tal, contou com o apoio do Programa TICCámaras Convocatória Extraordinária da Câmara de Comércio de Granada.
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